Depende muito da sua relação com a pessoa falecida e de sua experiência com a morte.

Esse tipo de perda desperta muitos sentimentos, nos faz rever planos e refletir sobre nossas atitudes. Por mais difícil que pareça agir nessas horas, quem fica sempre espera um abraço e uma palavra de conforto.

Um chefe ou superior no trabalho pode ter um relacionamento distante e formal com seus funcionários. Se alguém assim, com menor grau de intimidade, falece, cumpra gentilmente o protocolo e cumprimente os familiares com “meus sentimentos”, “meus pêsames”, “minhas condolências”.

Mas quando quem morre é uma um parente próximo, amigo ou mesmo um ídolo que nem tivemos a oportunidade de conhecer de perto, você provavelmente estará se perguntando “por quê?”, “e agora?”. Em público, procure guardar os questionamentos e conter soluços e choros mais altos para não aumentar a comoção geral. Diga simplesmente o que você gostaria de ouvir: o quanto a pessoa era querida, que rezará por ela e estará pronta para ajudar no que for necessário – e ter um gesto concreto pode significar muito. Pense e faça algo que possa realmente ajudar em um momento tão difícil: indicar um psicólogo conhecido, um livro reconfortante, oferecer desde uma simples carona até ajuda financeira de acordo com seu grau de relacionamento com quem ficou.

Mesmo que a intenção seja das melhores, não tente amenizar essa ocasião triste com frases do tipo: “ele/ela agora está melhor que a gente” ou “a vida continua, você é jovem, não ficará só muito tempo”. Também não fale da morte sob seu ponto de vista religioso, que pode ser diferente dos demais.

Se não puder comparecer, envie um telegrama expressando seus sentimentos em poucas palavras e, se for realmente sua vontade, marque uma visita após as primeiras semanas de luto.